quarta-feira, 16 de maio de 2018

O cardume sarneisista, apesar do alto volume de agravos ao Código Penal, nunca foi alcançado pela justiça comum, mas é inevitável a exoneração histórica que o aguarda na próxima eleição.


A candidatura incubada de Roseana Sarney, a candidatura transilvânica de Eduardo Braide e a candidatura iscariótica de Roberto Rocha não perceberam o óbvio: o Maranhão ficou praticamente sem governo durante os 14 anos de Roseana Sarney e isso contribui fortemente para uma vitória do governador Flávio Dino ainda no primeiro turno.
Flávio Dino aparece nas pesquisas com 60 % das intenções de votos e oscilando para cima. Na última aferição, Roseana surge com 27%. Ainda não começou a campanha, mas no correr dela esses 27% da ex-governadora poderão encolher, se diluir na esteira da aliança da família com Michel Temer, negativado com incríveis 87% de rejeição, na falta de solidariedade com o verdadeiro pai de seus governos, o ex-presidente Lula na prisão, entre as tropas de choque de Lobão e Sarney Filho se matando por um mandato de senador. Lobão ou se elege ou vai parar no juizado de Curitiba e daí para a cadeia é só um passo.

Sarney não consegue sair desse alçapão e, embora escoltado financeiramente pelo asqueroso Michel Temer, estagna, em estado de permanente embolia política. Porque o grupo Sarney acostumou-se à financeirização das campanhas eleitorais, nas quais vencer não era uma questão de trabalho, era, antes, uma questão de ter dinheiro para comprar cabos eleitorais, vereadores, prefeitos, vice-prefeitos, deputados, senadores, magistrados, presidentes de uniões e associações de moradores e esperar a contribuição desonrosa da agiotagem. Como, agora, eles não podem mais bamburrar nos cofres públicos falta ouro para voltarem no poder. E se tem por tão atarantados que a cinco meses da eleição sequer conseguem definir um candidato a governador.
Sabem, ainda, que vão enfrentar um candidato, Flávio Dino, que, acima da mais virulenta crise econômica nacional, cumpriu quase a totalidade de seus compromissos de campanha e que também pôs fim à corrupção endêmica que até 2014 dominava o Maranhão.

O cardume sarneisista, apesar do alto volume de agravos ao Código Penal, nunca foi alcançado pela justiça comum, mas é inevitável a exoneração compulsória que o aguarda na próxima eleição.

Via JM Cunha Santos

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