domingo, 6 de maio de 2018




O Museu do Reggae, órgão cultural vinculado à Secretaria de Cultura e Turismo (Sectur), recebeu, esta semana, recortes de jornais e revistas do acervo pessoal pertencente ao jornalista maranhense Henrique Bóis. O acervo poderá ser consultado, a partir da próxima semana, no horário de funcionamento do museu, de terça a sábado, das 10h às 20h e aos domingos, das 9h às 13h, na Rua da Estrela, 124, Praia Grande, no Centro Histórico de São Luís. 

O acervo é formado por peças colecionadas no período de efervescência do movimento reggae em São Luís, como recortes de revistas e jornais que focam no ritmo jamaicano e outros expoentes, a exemplo do músico e compositor nigeriano, Fela Kuti. 

“Achei útil doar esse material para que ficasse disponível a todos aqueles que se interessarem por essa história. Como neste período estava dentro das redações dos jornais, acompanhei de perto o momento em que o reggae se erguia na cidade. Passei então a juntar recortes de jornais e colecionar revistas que focam no ritmo”, contou o jornalista, Henrique Bóis. 

Os documentos datam da década de 80, sendo o mais antigo deles uma edição do jornal O Estado do Maranhão, de 1988. Outras edições de jornais populares da época e alguns ainda existentes nos dias de hoje fazem parte da coleção como O Imparcial, Jornal do Brasil, Jornal da Massa Reggaeira, entre outros.

“A doação não só do jornalista Henrique Bóis, como também de diversas pessoas que contribuíram com CD’s e fotos, por exemplo, é muito simbólica pois representa o sentimento de pertencimento que o maranhense tem em relação ao Museu do Reggae. Felizmente nós temos uma torcida muito grande a favor do museu. As pessoas querem contribuir para que ele fique cada vez melhor”, destacou o diretor do Museu do Reggae, Ademar Danilo.

Apoio 

A Biblioteca Pública Benedito Leite fornecerá ao Museu do Reggae documentos que retratem a temática do ritmo jamaicano em formato digital, buscando documentos desde os anos 80 até os dias de hoje.

Acervo veterano

O acervo do jornalista chegou para adicionar muito mais cultura ao Museu do reggae, que já contava com um grande número de itens que remetem a cultura jamaicana. 

Dividido em seis ambientes, o museu do reggae homenageia o Clube Pop Som; o Clube União do BF, onde pode se encontrar totens com playlists do reggae nacional e internacional; o Clube Toque do Amor; espaço reservado para a Tribo de Jah; a Sala dos Imortais, dedicada aos grandes nomes do reggae; e exposição de fotos, vídeos e CD’s e vinis. Há, também, uma área com livros e computadores para pesquisadores e o Clube Espaço Aberto, na área externa do prédio, onde há exposições temporárias sobre o reggae no Maranhão, no Brasil e no mundo.

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