sexta-feira, 27 de abril de 2018

Flávio Dino e a menina Isadora Lima (de vermelho)

“Acabou o sofrimento, chegamos ao fim dessa luta. Daqui para a frente é só alegria”. As palavras de alívio são do lavrador Raimundo Nonato de Freitas Lima, do município de São Bernardo, que na última segunda-feira (23) viu a filha Isadora Lima, de quatro anos, enxergar com perfeição pela primeira vez.

Flávio Dino e a família da menina Isadora Lima

Ainda bebê, Isadora foi diagnosticada com catarata congênita, doença que, se não tratada ainda na primeira infância, pode levar à cegueira total. “A gente descobriu quando ela tinha um ano e três meses. Uma moeda caiu e ela ficou passando a mão no chão para encontrar. Aquilo partiu meu coração. Levamos ao médico e ele constatou. Nos avisou que precisávamos tratar o mais rápido possível, porque a cegueira aumentaria com a idade. Ela iria perder a visão completa e cirurgia nenhuma resolveria”, contou.

A família de Isadora iniciou uma campanha no município, a fim de reunir verba para o tratamento, mas encontrou empecilhos. “Ela sempre me dizia: ‘pai, eu quero tanto enxergar para pintar meus desenhos e não borrar’. A nossa situação é muito precária, não tínhamos condições de cuidar dela. Iniciamos uma campanha e muita gente achava que usávamos o dinheiro para comer. Passamos dificuldades, mas nunca usaria minha filha para isso”, sustentou.

A situação de Isadora começou a mudar em novembro de 2017. Durante uma agenda em São Bernardo, Raimundo Lima abordou o governador Flávio Dino e dividiu o drama que passava com a filha. “O governador abraçou ela e me disse: ‘pai, vou mandar buscar a Isadora e vamos cuidar dela’. Isadora operou e já enxerga. O governador foi a luz dos olhos da minha filha”, comemorou.

Flávio Dino e a família da menina Isadora Lima

Segundo o secretário de Saúde, Carlos Lula, Isadora foi encaminhada para tratamento assim que a pasta teve conhecimento da situação: “Apesar de ser muito criticado, existe um SUS que dá certo. E a gente tem esse retrato todos os dias aqui na saúde do Maranhão. O caso da Isadora felizmente é um desses exemplos”.

“Por um problema histórico, os pais não conseguiram ter acesso ao que a gente tem de ótimo, de excelente, que é o programa de oftalmologia do Hospital Universitário. Quando tivemos conhecimento do caso da Isadora, a Secretaria de Saúde encaminhou para o procedimento normal e regular do hospital. Tínhamos certeza que a Isadora ia fazer a cirurgia e se curar”, acrescentou.

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