quinta-feira, 8 de março de 2018

O Maranhão continua sendo destaque no quesito gestão fiscal entre todos os estados brasileiros. Nesta quarta-feira (07), o Jornal Globonews veiculou reportagem sobre a crise financeira dos estados brasileiros e a comparação entre os períodos de 2011/2014 e 2015/2017, ou seja, entre os mandatos dos atuais governadores e dos seus antecessores. Somente Maranhão, Alagoas e Mato Grosso do Sul melhoraram o resultado fiscal nos últimos três anos.

De acordo com a reportagem da Globonews, o saldo negativo acumulado dos balanços orçamentários dos estados entre um mandato e outro passa da casa dos R$ 46 bilhões. Oito entes da Federação estavam com superávit orçamentário e passaram a ter um déficit. Essa é uma crise estadual generalizada. Boa parte dela se dá pela recessão que o Brasil enfrentou nos últimos anos e que tem reflexos nos atuais mandatos dos governadores.

Ainda segundo a matéria, a queda da receita e o desemprego também agravou esse quadro, já que fez com que muitas pessoas que usavam serviços particulares de educação e saúde viessem a usar o serviço público, aumentando essa demanda. Ao todo, oito estados que tinham superávit passaram a ter déficit: Bahia, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Sergipe.

De acordo com o levantamento, apenas três estados melhoraram a situação de um mandato para o outro: Maranhão, Alagoas e Mato Grosso do Sul. O economista Raul Velloso, responsável pela análise, afirmou que nunca houve, pelas estatísticas, uma situação tão grave quanto essa.

“Porque os estados, diante desses déficits, eles em princípio não tem para onde correr para financiar esses déficits, porque todas as torneiras foram fechadas pelo Governo Federal. Os governadores que estão aí hoje tiveram o azar também de ter seu mandato coincidindo com os quatro anos da maior recessão da história do país”, explicou.

Acúmulo de destaques nacionais

O Maranhão vem acumulando uma série de destaques nacionais quando o assunto é superação da crise. No mês passado, estudo do jornal Folha de São Paulo atestou que que os Estados de Alagoas, Paraná, Ceará, Maranhão e Piauí foram os únicos cujas contas não se deterioraram nos últimos três anos. Ainda no início de 2018, o jornal O Globo já havia mostrado que o Maranhão é o segundo Estado que melhor controla os gastos em todo o Brasil.

Em dezembro, o Boletim de Finanças divulgado pelo Tesouro Nacional alegou que o Maranhão tem saúde fiscal mais sólida do que tinha em 2014. Em 2014, a nota da Capacidade de Pagamento (Capag) do Maranhão era C. Segundo o boletim do Tesouro, o Maranhão agora tem uma nota B, desempenho que vem se mantendo desde 2015.

De acordo com a classificação do Tesouro Nacional, as notas A e B indicam boa situação fiscal. Já os conceitos C e D sinalizam o contrário. O Tesouro Nacional é um órgão do Governo Federal. Ou seja, entre 2014 e 2017, o Maranhão passou de uma situação ruim para um cenário adequado.

Além disso, em 2017, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro publicou estudo apontando o Maranhão como o segundo Estado com a melhor situação fiscal do país.


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