quarta-feira, 14 de março de 2018


Na sessão desta terça-feira, 13, o deputado Fábio Braga (SD) destacou a necessidade de maior atenção dos governos estadual e federal referente às rodovias que cortam as cidades do Sul do Maranhão.
Na região de Balsas, por exemplo, Fábio Braga lembrou que por diversas vezes já falou da situação das rodovias, com preocupação voltada, principalmente, para o transporte de cargas, de grãos e transporte humano. Ao afirmar que há uma insatisfação da população de Alto Parnaíba e de Tasso Fragoso com a situação da rodovia, Fábio Braga destacou a MA-006, no trecho que sai de Balsas até Alto Parnaíba – que é um dos maiores polos de produção de grãos do estado do Maranhão – região essa que faz parte do MATOPIBA, que é referencial de grãos dos estados do Tocantins, do Maranhão, do Piauí e da Bahia, que precisa de maior atenção.

“Nós temos que ter o discernimento em saber que a atitude de um parlamentar e de um governante é justamente alardear, se preocupar com aquilo que o povo diz, porque só ele é que vê a dificuldade de viver dignamente. Por isso, educação, saúde e saneamento, são coisas básicas dentro das cidades que têm um valor muito grande para essa população. Essa MA-006 é importante para o estado do Maranhão, é importante para o Brasil, é importante para uma região que tem essa produção de grãos cada vez mais elevada e que melhora o PIB do nosso estado, do nosso país”, enfatizou Fábio Braga.

Segundo o deputado, na MA-006, são transportadas mais de um milhão de toneladas de grãos em carretas bitrem, tritrem, todas elas carregadas fazendo com que a estrada, muitas vezes, seja danificada rapidamente. Parte dessa produção são dos Estados do Maranhão e do Piauí. Santa Filomena, Baixa Grande do Viveiro e Ribeiro Gonçalves, do lado do Piauí, além de Alto Parnaíba e de Tasso Fragoso, no Maranhão, utilizam esse trecho que chega até Balsas. De Balsas passando por Peritoró e depois para São Luís.

“Esse trecho é importante para o Maranhão. Eu disse outro dia que tínhamos que repensar as estradas do Maranhão, principalmente, esses eixos rodoviários, onde é importante cada vez mais o crescimento da produção e o número de negócios que são feitos por pequenos e grandes empresários. Nós temos que reconhecer que a produção de grãos aumenta, a produção da agricultura familiar também aumenta, a produção de negócios também aumenta, mas nossas estradas cada vez mais padecem de não ter uma infraestrutura básica para que seja feito o escoamento dessa produção e também os pequenos negócios”, garantiu o deputado.

Fábio Braga afirmou que em conversas com a comunidade de Tasso Fragoso e de Alto Parnaíba e em postagens nas redes sociais observou essa insatisfação porque, segundo eles, não veem nenhuma voz reclamando por eles. “Eu estou aqui não fazendo às vezes só de deputado estadual, mas também às vezes daquela população que não acredita mais, já não tem mais os olhos com esperança de que sua estrada possa ser feita em curto prazo de tempo. Nós temos o financiamento do BNDES que está sendo usado por várias rodovias. Pedi ao Secretário de Infraestrutura Clayton Noleto que possa realizar esse trecho e que um trabalho emergencial seja feito até que a obra seja concluída por completo”.

Ao finalizar, Fábio Braga enfatizou que as populações daquela região convivem todos os dias com estradas esburacadas, com carretas passando a uma velocidade acima do normal para que cheguem ao Porto do Itaqui no tempo determinado para que sejam descarregados; convivem e vivem todos os dias com a demora no trajeto de poucos quilômetros que poderiam ser feitos em curto prazo de tempo.

“Eu quero aqui deixar o meu sentimento por essa comunidade, por essa região, por essas cidades do Estado do Maranhão que hoje sofrem com a falta de uma estrada adequada, de uma rodovia adequada para que se chegue aos principais centros urbanos como Balsas, Imperatriz e São Luís. Eu vou fazer um ofício ao Secretário Clayton Noleto no sentido de pedir, pelo menos, que se tenha um paliativo até que se possa fazer a conclusão definitiva. Nós não podemos ficar ignorando essas comunidades como se elas não fizessem parte do estado do Maranhão”, finalizou Fábio Braga.

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