sábado, 3 de fevereiro de 2018
A estudante Ivânia Costa Madeira, do Centro de Ensino Euclides Ribeiro, na cidade de Mirinzal, aprovada para Medicina (Divulgação)

Em todas as Unidades Regionais de Educação (UREs) há um clima de comemoração pelo desempenho de alunos da rede estadual no Exame Nacional de Ensino Médio (ENEM) e em vestibulares tracionais, como o PAES (Processo Seletivo de Acesso à Educação Superior), da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), e outros fora do estado. 

Entre os estudantes que irão ingressar no ensino superior público, estão Antônio José Andrade Silva, do Centro de Ensino Antônio Sirley de Arruda Lima, na cidade de Formosa da Serra Negra, que conquistou uma vaga em Medicina da UFMA de São Luís, e Tiago Fidélis Silva dos Santos, do C.E. Estado de Goiás, em Imperatriz, o 1º lugar em Medicina, como cotista de escolas públicas, na UNB. 

Já a estudante Ivânia Corrêa Madeira, do Centro de Ensino Euclides Ribeiro, na cidade de Mirinzal, é protagonista de uma história de superação e determinação. De família pobre, aos 16 anos, ainda no Ensino Médio, ela ficou grávida da primeira filha, mesmo assim, tentou aprovação para Medicina, mas, conseguiu vaga para Odontologia, na UFMA. 

Cursando a faculdade, engravidou da segunda filha e chegou a desistir do curso. Mas, com a ajuda da família, voltou a focar nos estudos para o Enem. E agora, aos 19 anos, Ivânia Corrêa conseguiu a aprovação para o tão sonhado curso de Medicina, na UFMA de São Luís. Foi a primeira colocada na cota para estudantes de escolas públicas de baixa renda.

“Sempre tive o sonho de fazer medicina. Estudava sozinha durante o dia inteiro, utilizando videoaulas, simulados e conteúdos que encontrava na internet; sempre acreditei e, graças a Deus, esse ano fomos recompensados. Estou vivendo um sonho desde o resultado do Sisu e não escondo minha animação para iniciar o curso. Sei que terei que enfrentar muitos desafios no curso, mas estou disposta a enfrentar todos e me tornar uma profissional competente”, disse Ivânia, uma das novas calouras de Medicina.

Na regional de Imperatriz, além do Thiago, outros 64 alunos foram aprovados para instituições públicas, além dos demais alunos que irão ingressar em faculdades privadas. São cursos como: Odontologia, Engenharia de Produção, Engenharia Florestal, Agronomia, Ciência da Computação, Ciências Biológicas, entre outros. Na referida URE, o C.E. Fortunato Moreira Neto, em Porto Franco, teve o maior número de alunos ingressando em universidades públicas, com 12 aprovações.

Na Regional de Codó, 18 estudantes conquistaram vagas na UEMA, UFMA, IFMA e UFPI. Além de outros 30 que irão ingressar em instituições privadas. Destaque também para URE de Balsas, com 21 aprovados, e para a Regional de Caxias, onde só o Centro de Ensino Thales Ribeiro Gonçalves aprovou 24 alunos para a UEMA e C.E. Albert Einstein (Coelho Neto) 32 estudantes.

Na URE de Itapecuru, só no C.E. Newton Neves, 34 alunos conquistaram vagas em cursos superiores de instituições públicas, no Maranhão e no Piauí. Entre os aprovados está João Victor Fernandes, que conquistou uma vaga no curso de Direito da Universidade Federal do Piauí (UFPI). Na regional de Pinheiro foram 10 estudantes aprovados em cursos do IFMA, UEMA e UFMA.

Na Unidade Regional de Santa Inês, os Centros de Ensino Newton Serra, em Bom Jardim, e José Mota Amaral, em Monção, aprovaram juntas 18 alunos para as Federais do Maranhão e do Piauí, além do IFMA e UEMA. Já na Regional de Viana, foram 24 alunos aprovados para UFMA, UEMA e IFMA, destes, 12 são estudantes do C.E. Dom Francisco, em São Bento.

Educação Indígena 

Na Aldeia Januária, na Terra Indígena Pindaré, no município de Bom Jardim, URE de Santa Inês, o clima também é de comemoração. Seis estudantes do Centro de Educação Escolar Indígena Januária, escola da rede estadual de ensino, foram aprovados no PAES 2018, da UEMA. Os aprovados foram: Lucas Guajajara da Silva e Clemilda Davida Guajajara da Silva, para o curso de Engenharia Civil, (Campus Bacabal); Natan Souza Santana Guajajara, Agronomia (Campus São Luís); Ilaila Coelho Guajajara, Enfermagem (Santa Inês); e Manoel Caragiu Viana Guajajara, Ciências Biológicas (Campus Zé Doca). 

Este último já havia sido aprovado em 2017 para o curso de Matemática. Além dos alunos da rede estadual, a comunidade indígena Januária teve outra estudante aprovada no PAES 2018: Taynara Caragiu Guajajara, que estudava em outra escola, na sede de Bom Jardim, vai cursar Enfermagem, no Campus Santa Inês.

“Muito orgulha a mim e ao nosso governador Flávio Dino, vermos os nossos estudantes sendo aprovados para um curso superior. Temos alunos aprovados em Medicina, em Direito, em Engenharia, em cursos que eles desejaram estar. Temos alunos aprovados em Terras Indígenas. E isso é resultado de um planejamento educacional, que começa com a organização do calendário escolar e se estende a todas as ações desenvolvidas durante o ano", destacou Felipe Camarão, Secretário de Estado da Educação.

"Investir na juventude, e na educação que ofertamos a ela, é o caminho para que tenhamos um estado melhor, mais desenvolvido e, principalmente, com justiça social”, acrescentou o secretário.

Resultado do investimento na juventude

Desde 2015 o Governo do Maranhão vem intensificando ações para melhoria da qualidade do ensino ofertado na rede pública estadual, promovendo a organização do quadro docente e formação continuada de professores. No ano passado realizou diversas ações, como: Simulados Mais Ideb; simulados integrados entre duas ou mais escolas, por área de conhecimento, trabalhando as matrizes curriculares do Enem; acompanhamento pedagógico; e revisão com os Aulões do Enem. 

Por meio das Secretarias de Estado da Educação (Seduc), da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e da Juventude (Seejuv), o Governo também investiu em ações no sentido de garantir, nas escolas, o suporte necessário com a disponibilização dos laboratórios de informática para que os alunos pudessem fazer as inscrições, elevando o número de inscritos no Enem. 

Com isso, em 2017, 327.800 estudantes da Rede Estadual de Ensino, incluindo os que já concluíram o Ensino Médio em anos anteriores, se inscreveram no exame. Além de tudo isso, o Governo investiu na reestruturação da rede física das escolas, o que elevou a autoestima da comunidade escolar e deu mais estimulo para os alunos.

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