quinta-feira, 16 de novembro de 2017



“Tenho medo de sair da minha casa, a qualquer hora, e encontrá-lo em qualquer lugar. Pode ser que ele surte novamente, pode ser que eu seja agredida novamente, pode ser que eu vire mais uma estatística. Graças a Deus, agora, estou viva, contando pra vocês, porque não deu certo. Ele não conseguiu finalizar o que ele tentou. A todo momento ele falou que ia me matar”, desabafou a advogada.

Em conversa com o advogado Mozart Baldez, presidente do Sindicato dos Delegados do Maranhão (Sama), a advogada Ludmila Rosa Ribeiro da Silva, que foi espancada por Lúcio André Silva Soares, irmão do prefeito de Pinheiro, revelou que ainda está preocupada com a situação e que tem medo de ser morta e virar mais uma estatística.

A conversa foi transmitida, ao vivo, no perfil de Mozart Baldez no facebook. Como presidente da SAMA, ele foi dar garantias de que a entidade vai dar toda a assistência necessária, além de distribuir a foto do foragido para sindicatos de advogados em outros estados.

A advogada disse que a sensação ainda é de medo, pois Lúcio André continua foragido. “Tenho medo de sair da minha casa, a qualquer hora, e encontrá-lo em qualquer lugar. Pode ser que ele surte novamente, pode ser que eu seja agredida novamente, pode ser que eu vire mais uma estatística. Graças a Deus, agora, estou viva, contando pra vocês, porque não deu certo. Ele não conseguiu finalizar o que ele tentou. A todo momento ele falou que ia me matar”, desabafou a advogada.

Ela se mostrou decepcionada com a atitude do delegado Valber Braga, do Plantão do Cohatrac, que determinou a soltura do agressor, após pagamento de fiança de R$ 4.685,00.

“O sentimento de medo perdura. Porque a polícia o soltou e, agora, não consegue encontrá-lo. Espero que o mesmo delegado que arbitrou apenas R$ 4 mil de fiança para um empresário que ganha muito bem, empenhe-se para prendê-lo. Espero resposta da polícia, do delegado e do Estado para que ele seja preso”, acrescentou Ludmila.

Ao fim da conversa, ela aconselha as mulheres vítimas de agressão a não ficarem caladas, criando coragem para denunciar os agressores. Para ela, muitas ficam caladas por medo de represália e por dependerem de homens. Acrescentou também que ela não permitirá que continue acontecendo com ela.

Lúcio André Silva Soares teve prisão preventiva decretada pelo juiz Clésio Cunha, na noite de domingo (12), mas até o momento não foi localizado pela polícia. Ele já é considerado foragido.


Assista ao vídeo da conversa de Mozart Baldez com a advogada Ludmila



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