domingo, 27 de agosto de 2017




Nosegundo dia do Seminário os Desafios da Comunicação nas Administrações Públicas, ocorrido na manhã deste sábado (26), no auditório Padre Antônio Vieira, localizado no Convento das Mercês, a temática central desenvolvida foi a força da Internet e Rádio Difusão Pública. Para debater o tema com o público presente, os palestrantes Leandro Fortes, jornalista e diretor da agência de comunicação Cobra Criada; Juan Pessoa, economista e especialista em redes sociais; Renata Mielli, coordenadora geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC); e Renato Rovai, editor da revista Fórum, trouxeram ao Maranhão a experiência executada em suas especialidades.

Em defesa da proteção dos dados da sociedade e da democracia aliada a liberdade de expressão, a coordenadora da FNDC, Renata Mielli, falou sobre a segurança dos dados da sociedade na internet. Entre as ressalvas, a especialista enfatizou sobre a segurança das informações dos usuários da rede nas plataformas do governo e sobre os termos de uso do Facebook “que nós não costumamos ver, mas que seria bom que as pessoas vissem. Alguns dados precisam estar protegidos e não expostos, como muitas pessoas desconhecem”, comenta.

Entre as orientações da palestrante, Renata ressaltou controle sobre a internet, na qual é preciso haver uma conscientização pública sobre o que está sendo entregue na internet e saber para onde vão nossos dados. Em uma outra ótica, Mielli relembra “ que a internet é um direito público. E que é preciso que a constituição brasileira nos possibilite isso, mas que infelizmente ainda não é”, pontua. 

O editor da revista Fórum, Renato Rovai, avaliou o encontro como um momento de reflexão interessante, onde cada um levou ao público diversas experiências de acordo com as respectivas realidades de atuação. “Acaba que aquela rede de contatos construída com diálogo permite que os jornalistas da região, pessoas num todo que estão na atividade pública com comunicação, possa construir novas formas de uso, principalmente da rede. A dica é pensar hoje a comunicação como espaço de democratização, não só a democratização da própria comunicação, mas da ação política como um todo”, avalia. 

Em uma contraposição com o contexto histórico e os dias atuais, o jornalista Leandro Fortes, apresentou algumas dicas de como contrapor a mídia que trabalha para disseminar notícias fictícias, no jargão jornalístico conhecido como ‘factoide’ , e ainda contribuir com o processo de apuração da notícia do jornalista por meio das redes sociais. 

“A imprensa, muitas vezes, vai nas redes sociais de governantes para ter uma declaração, como por exemplo, em um twitter ou facebook. Esse acesso a informação na fonte direta, nas redes sociais, diminui a manipulação descarada de muitas mídias. Esse tipo de matéria diminui a manipulação porque a população pode ir lá no Twitter e constatar se o que ele falou é verdade”, complementa.

O especialista em rede sociais, Juan Pessoa, apresentou um panorama ao público, sobre o comportamento da internet no Maranhão, no qual o diagnóstico identifica a situação do cenário no estado. 

Como mediador, o jornalista Paulo Henrique Amorim, esteve presente no evento e fez uma análise do assunto debatido. “Eu tenho a seguinte opinião: é preciso ter cuidado na relação poder e comunicação. Numa democracia o papel do poder é prestar serviço à população. A comunicação social é um instrumento desse processo. Quem detém a comunicação tem que usá-la para dar informação e prestar serviço ao povo. O poderoso que usa a comunicação quando está no poder para fazer política e proselitismo político está fraudando o processo democrático”, opina.

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