domingo, 9 de julho de 2017
Claudio José trabalha diretamente na obra.


Para transformar a atual estrutura do Terminal do Cujupe em um moderno terminal multimodal, com o dobro de área construída, o Governo do Maranhão está investindo, por meio da Empresa Maranhense de Administração Portuária, R$ 12 milhões na obra que começou em fevereiro e gerou 78 empregos só nesta etapa inicial. O trabalho vem sendo realizado sem interromper o funcionamento de um sistema utilizado por 1,7 milhão de pessoas por ano. Ao lado do Terminal da Ponta da Espera, o Cujupe integra a infraestrutura de transporte aquaviário que faz a ligação entre a capital e os municípios da Baixada Maranhense.
Claudio José Pereira Viegas, morador do Cujupe, é um dos trabalhadores da comunidade do entorno que estão atuando diretamente na obra.  “Agradeço muito a Deus por estar aqui, esse serviço veio na hora certa para ajudar muitas pessoas. Dá muito orgulho fazer parte disso, saber que o pessoal do Cujupe que ajudou a fazer isso aqui”, disse ele.
O serviço começou em fevereiro na parte sul, onde foi concluída a etapa de terraplenagem e nos próximos dias será instalada a cobertura metálica. A estrutura está sendo montada em Caxias, onde foram geradas 15 frentes de trabalho. De acordo com o planejamento da obra, a segunda etapa – que contemplará a parte norte, atualmente em funcionamento – será iniciada somente quando todo o trabalho na parte sul estiver concluído.
“O plano de ação foi pensado para garantir a continuidade das operações e a segurança dos usuários durante todas as etapas. Contamos com a colaboração de todos os envolvidos para podermos entregar um novo terminal com toda a infraestrutura que os maranhenses merecem”, diz o presidente da EMAP, Ted Lago.
Investimento de R$ 12 milhões para atender 1,7 milhão de pessoas por ano gera 78
Além da concepção multimodal, o novo Cujupe contará com um sistema de reaproveitamento de águas de chuvas, reformulação de pátio de espera e estacionamento, reforma estrutural do hall de espera, embarque e a área do entorno, reorganização do comércio informal e pavimentação de toda a área do terminal.
Mão na massa
As placas de orientação espalhadas pelo terminal e o fluxo de operários são os primeiros sinais de que há homens trabalhando, mas nada que atrapalhe o vai e vem de passageiros. A construção propriamente dita do novo Terminal do Cujupe, no momento, está ocorrendo atrás da estrutura de isolamento que separa a parte em funcionamento (norte) do canteiro de obras (sul).
Quem regula o acesso ao canteiro de obras é o Mauro Alves Coelho, morador do Cujupe que trabalha como porteiro da obra e gasta apenas 10 minutos entre sua casa e o terminal. Exigente com o uso dos equipamentos de segurança, ele cuida para que nada atrapalhe o fluxo do serviço e recebe gentilmente os colegas que chegam para colocar a mão na massa.
Estrutura metálica do Cujupe.
“Para mim está sendo bom porque é uma oportunidade e estou agradecendo a Deus por essa chance para a gente que mora aqui perto. A gente não esperava porque sabe que a dificuldade de emprego aqui é muito grande. Cada dia que passa é melhor, uma vitória”, diz.
Antonio Carlos Sousa Costa, operário nessa construção, que mora em São Raimundo de Alcântara, diz que é uma graça estar trabalhando aqui dentro do município. “Eu era desempregado e hoje sou empregado”, diz, com orgulho. “É muito importante para a gente construir um pedaço desse terminal”, afirma.
Capacitação
Quem também põe a mão na massa é Iranilde de Jesus Dias, mas para fazer os bolos que vende diariamente no saguão do Cujupe. Enquanto os operários trabalham na obra, ela está se preparando para crescer junto com o novo terminal. “Trabalho aqui há bastante tempo como vendedora de lanche e agora com essa reforma a gente está esperando que melhore ainda mais. Estamos tendo aula de culinária com dona Noca, de bolos e doces. Depois vamos fazer de salgados para melhorar a nossa venda, fazendo coisas diferentes”, conta.
Maria Raimunda conhece o Terminal do Cujupe desde menina. Ela ajuda a mãe fazendo e vendendo bolo e café e, assim como Iranilde, participou das aulas de culinária. “Eu creio que vai ficar muito melhor, vai ficar maior o espaço pra gente trabalhar, mais organizado, higienizado. Vai ser muito bom trabalhar no novo terminal”, afirma.
Essas aulas integram a parceria que a EMAP firmou com o SEBRAE-MA para capacitar os empreendedores da Associação dos Vendedores Ambulantes do Terminal do Cujupe com foco em duas frentes: o consumidor, que terá um espaço revitalizado e seguro no que se refere ao consumo de alimentos; e os microempreendedores, que passarão a enxergar sua atividade como um negócio que gera renda e pode melhorar, continuamente, a qualidade de vida das famílias que residem no entorno do terminal e a economia, com o estímulo à produção local.
Por meio dessa parceria todos os associados vêm recebendo orientações para análise de viabilidade econômica e necessidades de adaptação com foco na melhoria dos microempreendimentos instalados no local. A nova estrutura contará com box equipado para 52 empreendimentos, o que vai gerar trabalho para mais de 150 pessoas.
A construção do novo Terminal do Cujupe é uma ação do Governo do Maranhão que a EMAP vem realizando de acordo com a missão de consolidar o Porto do Itaqui e seus terminais externos como meio de desenvolvimento para o Maranhão e sua área de influência, contribuindo para o desenvolvimento do estado, gerando emprego e renda. Para isso o trabalho envolve diretamente, além das empresas prestadoras de serviço, parcerias com diversos órgãos, entre os quais as secretarias de Emprego Trabalho e Economia Solidária (SETRES), Agricultura Familiar (SAF) e o Sistema Nacional de Emprego – SINE.
O que já foi feito?
O elo de maior contato da comunidade com a EMAP são os terminais externos, sobre os quais a empresa responde pela infraestrutura e segurança dos usuários. Ainda em 2015 o Governo do Estado regulamentou o serviço de transporte aquaviário com a criação da Agência Estadual de Transporte Aquaviário e Mobilidade Urbana (MOB).

Cujupe integra infraestrutura de transporte aquaviário que faz a ligação entre a capital e os municípios da Baixada Maranhense



De 2015 para cá muitos foram os avanços: O Terminal da Ponta da Espera ganhou uma unidade do Juizado de Menores, sistema de informação em circuito fechado de televisão (nos dois terminais), embarque preferencial (van para transporte de pessoas com mobilidade reduzida) e estratégia de ordenamento de fluxo de veículos e passageiros em feriados. A ação reduziu a espera e melhorou o atendimento. Além disso, foi instalado serviço de internet gratuita aberta a todos os usuários nos dois terminais.
No final de 2016 foi entregue à população a nova Área de Vivência da Ponta da Espera e as novas passarelas do Cujupe, primeira etapa da construção do novo terminal. Até outubro deste ano a Ponta da Espera ganhará um novo sistema de segurança – que será operado pela Polícia Militar do Maranhão – para proporcionar maior controle de entrada e saída e mais segurança aos usuários nesse ponto de entrada e saída de pessoas e mercadorias. A obra foi iniciada em janeiro e o novo equipamento contará com dois dormitórios, unidade de retenção, banheiros, cobertura em estrutura metálica e está posicionada na entrada do terminal.
NÚMEROS
R$ 12 milhões
é o investimento que a EMAP destinou para a obra de construção do novo Terminal do Cujupe

1,7 milhão
de pessoas fazem a travessia entre São Luís e Baixada Maranhense utilizando o transporte aquaviário 

78
empregos gerados até esta etapa da obra

70%
dos empregados da obra vivem nos municípios da região

52
boxes para comercialização de produtos

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