domingo, 21 de maio de 2017



O acusado do crime é o padrasto da criança

Uma criança de dois anos de idade morreu após ser torturada e violentada sexualmente em Cariacica. O acusado da brutalidade é o padrasto. 

A pequena Fabiane Isadora Claudino deu entrada no pronto atendimento de Alto Lage, em Cariacica, por volta das 21 horas desta quinta-feira (18), com lesões na cabeça. Devido à gravidade, ela foi transferida para o Hospital Infantil por volta das 22 horas, mas não resistiu aos ferimentos e morreu nesta sexta-feira (19).

Segundo informações da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o hospital atestou a morte da menina por trauma cranioencefálico. Fabiane possuía cicatrizes de mordidas pelo corpo. Exames apontaram que a criança também foi vítima de violência sexual. 

Nesta sexta-feira (19), o delegado da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Lorenzo Pazolini, instaurou inquérito para investigar o crime. 

Uma das tias da criança, a cuidadora de idosos Tais da Costa, conversou com a nossa reportagem. Emocionada, ela contou um pouco sobre o último dia de vida de Fabiane."Na parte da manhã, quando a irmã mais velha dela estava na escola, ela ficava com o padrasto. Nesta quinta-feira, a irmã mais velha não teve aula e passou o dia na casa da mãe do padrasto. O padrasto ficou sozinho até de noite com a Fabiane, até a hora que a mãe da menina chegou do trabalho", disse. 

Segundo Tais, quando a irmã dela chegou em casa viu Fabiane no chão, "toda mole" e vomitando. Tanto a mãe quanto o padrasto seguiram para o PA de Alto Lage com a menina, que foi transferida para o Hospital Infantil. Depois que Fabiane deu entrada no hospital, o padrasto desapareceu, segundo Tais. "Já liguei para minha irmã e ela não atende. Eu que estou correndo atrás de todos os trâmites para conseguir enterrar minha sobrinha", disse. O corpo de Fabiane foi liberado do Departamento Médico Legal de Vitória na noite desta sexta-feira (19). 

A tia também falou sobre o horror que Fabiane tinha de figuras masculinas. "Ele (o padrasto) sempre foi sem paciência com ela. Minha menina era reprimida, não podia correr ou gritar, como toda criança saudável deve fazer. Fabiane tinha medo das figuras masculinas, era uma criança que chegava triste na minha casa. Para mim, foi o marido da minha irmã quem fez isso com a pequena", desabafou. E continuou: "Meu coração está doendo doendo demais. Era uma garotinha doce e serelepe, que alegrava a todos. Sempre que ela ficava comigo e eu dizia que a amava e ela olhava pra mim com doçura". 

Para Tais da Costa, a irmã tem parcela de culpa no crime. "Eu via que a menina volta e meia aparecia com hematomas. Pedi a guarda dela, pedi para eu ficar e cuidar dela. Eu já desconfiava das agressões, mas minha irmã negava, dizia que ela caía. Esse crime poderia ter sido evitado porque parente para cuidar de Fabiane nunca faltou", concluiu. 


Ainda abalada com a morte da filha, a cuidadora de idosos Maria Isabel Claudino diz temer que o marido, o vendedor Michel Lelis, volte para se vingar. Ele é acusado pela polícia de estuprar e torturar a enteada, Fabiane Isabel Claudino. 

A mãe da menina está na casa de familiares, cuidando da filha de sete anos e da enteada de 10 meses, filha de Michael. Segunda ela, o marido foi visto andando em Campo Grande e Itacibá, no município de Cariacica. 

"Estou com nojo, raiva, ódio e queria que ele ficasse preso pelo resto da vida. Tenho medo dele voltar. Ele sabe dos meus horários e já tinha me ameaçado varias vezes", conta Maria Isabel. 

Fonte Gazeta Online 


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