quinta-feira, 27 de abril de 2017


O deputado Fábio Braga – Solidariedade, trouxe à tribuna da Assembleia Legislativa nesta quarta-feira, 26, um dos temas mais polêmicos da atualidade no Brasil e no Maranhão, tema que diz respeito à situação precária do saneamento básico no país inteiro, abordando, também, as doenças decorrentes dessa deficiência, sobretudo no norte-nordeste, onde as condições sanitárias são sempre piores em relação ao resto do país.


Começou lembrando o fantasma das patologias que já foram erradicadas no Brasil há mais de 100 anos, como a febre amarela e a cólera, por exemplo, mas que de uma hora pra outra voltam com toda energia, assombrando o povo brasileiro, especialmente as classes sociais mais pobres.


Disse que o que dificulta o combate a doenças dessa natureza é que “o confronto se dá em diversos campos de batalha e não apenas com a simples vacinação da população, embora a vacinação seja um passo importante no enfrentamento do problema” – avaliou.


O fato concreto - prosseguiu o parlamentar, “é que essa oferta insuficiente de saneamento básico é causa indireta de doenças e mortes de milhares e milhares de pessoas, especialmente em países como o nosso, cujo nível de pobreza ainda é grande, sendo essa classe a maior vítima da falta de água tratada; de esgoto sanitário; de destinação correta do lixo; dos serviços de drenagem urbana; de instalações sanitárias adequadas, mas, principalmente, da falta de educação para promoção de hábitos saudáveis de higiene” – criticou.


E lembrou que essa falta de saneamento favorece o aparecimento não apenas da febre amarela e da cólera, pois, “doenças como a dengue, a chikungunya, a esquistossomose, a malária, a hepatite, infecções na pele e nos olhos e a leptospirose, também estão associadas às condições sanitárias, o que explica porque retornam sempre, como explica, também, o tamanho da ameaça que nos ronda, já que sem proteção sanitária, todos somos vítimas potencias do vírus” - alertou.

O deputado destacou que “apesar do esforço dos governos que se sucederam ao longo dos anos na tentativa de fazer saneamento básico no país, onde até uma lei foi criada e que agora, em 2017, por ironia do destino, está fazendo 10 anos de promulgação, a verdade é que Brasil não conseguiu, mesmo com a lei em vigência, universalizar um sistema de qualidade para toda população, porque faz a coisa a conta-gotas, um ‘sistemazinho’ aqui, outro ali, nada interligado, o que acaba por oferecer uma grande porta aberta para a proliferação dessas doenças” - enfatizou.

E, fez questão de dividir sua preocupação com todos da Casa: “trago à tribuna um levantamento da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, com dados que não são nada animadores, porque mostram que em 2015, ano dos números mais atualizados, 34% dos lares brasileiros estavam fora de rede de esgoto, o que significa mais de 70 milhões sem acesso ao esgotamento sanitário com a qualidade mínima recomendada pela Organização Mundial de Saúde. Além disso” – prosseguiu o parlamentar “outra realidade preocupante: enquanto 88% dos domicílios no sudeste do Brasil têm esgoto ligados a rede, o Norte tem apenas 22%, o Nordeste 42%, o Sul 65%, e o Centro-Oeste, 53%”.


Na questão da coleta de lixo - continuou “20 milhões de brasileiros não têm acesso a qualquer tipo de coleta, significando que o lixo é descartado em qualquer espaço público, inclusive em rios, lagos e córregos”.


Fábio Braga mostrou-se preocupado ainda com outros números revelados pela pesquisa: “hoje há mais escolas públicas com internet, 41%, do que com saneamento básico, 36%, não criticando, claro, a relevância do acesso a internet, mas, apenas mostrando que apesar da sua incontestável importância social, o saneamento básico é um dos segmentos mais atrasados da infraestrutura brasileira, e o país precisa urgentemente torna-lo uma prioridade de Estado e não de governo” – cobrou.


E concluiu sua fala fazendo um apelo ao governador Flávio Dino “para que essa questão da água potável em Vargem Grande e Nina Rodrigues seja solucionada em curto espaço de tempo e de maneira satisfatória, para que a população entenda que não foram só palavras ao vento e nem palavras ditas por uma questão eleitoral. Tenho confiança de que o governador fará, sim, em nossa região e em várias cidades do Maranhão, com que o saneamento e a água potável cheguem aos lares maranhenses, melhorando as estatísticas do estado” - ponderou.

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